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Fazenda Paraná - Uma pescaria com gigantismo na ponta da linha

28/06/2018

Local: Pesqueiro Fazenda Paraná - Nova Serrana - MG
Data: 31/10 e 01/11/13


Olá Amigos,
 

Na última semana, na quarta-feira eu estava no aeroporto de Goiânia as 7h da manhã, liguei para o amigo China perguntando se ele não queria ir pescar, em 2 minutos no telefone decidimos ir para a Fazenda Paraná. Cheguei em São Paulo por volta das 10h e as 10:30 já estava em casa. Liguei ao amigo e proprietário do pesqueiro, o Klebinho e fechamos a pescaria.
 

O China passou em minha casa as 12:30h, passamos no trabalho do Júnior, o qual estava com as Bóias Cevadeiras e os chicotinhos das Bóias Barão e depois seguimos viagem.
 

Saímos de São Paulo pela Rodovia Fernão Dias, e no Km 617, pegamos a saída para Oliveira, seguindo pela BR 494 no sentido de Nova Serrana, passando por Divinópolis e outras cidades. A distância média de SP até o Pesqueiro foi de 500km.
 

As 21h já estávamos na Fazenda Paraná, onde fomos muito bem recebidos pelo Edinho e pela Marise, funcionários que estão a mais de 20 anos trabalhando com a família.
 

Arrumamos a tralha, fizemos um lanche e fomos dormir.
 

 


Na manhã seguinte, quinta-feira dia 31/10 acordamos as 7h e logo já estávamos no deck. Fizemos alguns arremessos com as Bóias Cevadeiras Barão, mas apenas os curimbas e pequenos peixes subiram para comer. Conforme a ração foi em direção ao meio do lago, ouvimos e vimos algumas grandes explosões. Montamos então uma Bóia Torpedo Barão com chicote de 3mts com anzol 12146 MS 6/0 com pão ou sebo flutuando. Arremessamos com poita e aguardamos.
 

O peixe não estava afim de nada, fomos tomar um belo café da manhã e no retorno vi a minha bóia, mas o pão não estava lá. Fui recolhendo e ao esticar a linha senti o peso e fisguei. O peixe deu uma disparada e na corrida minha linha cortou. Era um peixe pesado e forte, mas infelizmente o perdemos.
 

O lago principal da Fazenda Paraná tem grandes proporções. As tradicionais carretilhas de perfil baixo comportam em média 100mts de linha o,37mm. Dependendo do local que você ficar, corre o risco de ficar sem linha na carretilha.

 


Montamos vários conjuntos de varas de 6'6" a  7'0" de 15 a 30 libras, com carretilhas de perfil baixo com linhas 0,37 e 0,40mm.
 

O China montou também uma vara Pampo com uma Carretilha Curado, equipamento este que ele pescou com as Bóias Cevadeiras.
 

Eu usei dois equipamentos a maior parte do tempo:
 

Vara Veritas 6'9" 12-20 libras - Abu Garcia
Carretilha Revo S - Abu Garcia
100mts e Linha Laiglon 0,37mm
 

Vara Cevadeira customizada 2,40mts - Leal Custom
Carretilha Revo Toro - Abu Garcia
Aproximadamente 200 mts de linha mono 0,40mm


Na parte da manhã os peixes deram um baile em nós, tentamos de tudo quanto foi jeito e nada dos peixes atacarem nossas iscas. Apenas duas boas ações, mas que perdemos, pois o peixe cortou nossos chicotes.
 

Decidimos então tentar no canto mais raso do lago, um lugar bem estreito e calmo. Cevamos bastante e vimos algumas manchas negras aparecendo, assim como muitas Pincacharas. Tentamos na salsicha flutuando e nos evas, mas sem resultados positivos.
 

Arremessei a bóia torpedo com o pão flutuando. Em outro equipamento, este com a salsicha flutuando fiquei fazendo arremessos bem perto da margem oposta onde alguns peixes estavam rebojando.
 

Eu estava brigando com os peixes neste canto quando uma gigantesca explosão fez o pão e a bóia desaparecer. Como eu estava longe, o China fisgou o peixe e começou a briga até que eu chegasse perto. Peguei o passaguá, alicate, máquina fotográfica e a balança e fui onde o China estava.
 

Este foi fisgado com o conjunto da Abu Garcia com a Vara Veritas e a Carretilha Revo S.

 


Brigamos com esse peixe por mais de 20 minutos. Onde o China assumiu o controle e eu desci o barranco com o passaguá. O peixe já estava totalmente cansado, subia e ficava de barriga para cima mas rebojava e puxava linha novamente, subia, boiava, mas virava e puxava de novo. Chegava até a margem, jogava água prá todo lado e ia de novo lago a a dentro. 
 

Neste momento já sabíamos que se tratava de um peixe muito grande, porém não tínhamos noção do quanto era pesado. A adrenalina foi tomando conta pois  o medo de perder o grande exemplar era grande, pois até então não sabíamos como estava o anzol, onde estava fisgado, nem a situação da linha do chicote, mas em uma das vezes que ele chegou bem perto da margem, quase dentro do passaguá, conseguimos ver que o anzol estava muito bem preso no céu da boca, com a linha fora da boca, ou seja, não tinha risco nenhum de cortar a linha. 
 

O peixe ainda brigou mais alguns minutos próximo a margem até que eu consegui coloca-lo dentro do passaguá, o segurei pelo cabo e com a outra mão segurei no aro, mas na primeira tentativa de levantar, praticamente não consegui tirar o peixe do lugar.
 

Ele começou a se bater dentro do passaguá na tentativa de sair que o tranco foi tão forte que o passaguá literalmente saiu de minhas mãos. mas rapidamete o segurei de novo forçando-o para baixo, não dando chance para o peixe se bater.
 

O China desceu e juntos, tentamos erguer o peixe sem que ele se arrastasse no barranco mas não conseguimos. Já sabíamos que tinhamos um gigante nas mãos, mas nesse momento de tentar lavantar o peixe vimos que o gigante era maior e mais pesado do que pensávamos.
 

O China segurou o cabo do passaguá e o aro. Eu segurei o outro lado do aro e com a outra mão segurei e rede do passaguá. Só assim e fazendo muita força conseguimos levantar o peixe da água e colocar no barranco.
 

Nos ajeitamos e juntos tivemos que levar o peixe para a parte de cima do barranco, onde procuramos uma área com grama. Andamos uns 10 metros com o peixe e mesmo em duas pessoas, foi difícil de carregar o passaguá. As mãos doíam ao apertar o aço do passaguá com o peso do peixe.
 

Tiramos o anzol e olhamos um para o outro, ambos com cara de assustados e nosso diálogo foi bem assim:
 

China: -Olha isso, nunca vi um peixe desse tamanho.
Marcio: -Caracas, esse é gigante.
China: -Mas desse tamanho nunca ví em lugar nenhum, nem em foto.
Marcio: -Éhhhh. Eu também nunca vi.
Marcio: -Peixe de 30kg fica pequeno se colocar perto desse.
China: -Vamos pesar?
Marcio: - Lógico.

 

Dei a balança para o China, e peguei a máquina fotográfica, minha intenção era fotografar o digital com o peso do peixe, mas o China fez três tentativas para levantar o peixe, mas o peixe praticamente não saiu do chão. E olha que ele estava fazendo força.


Fui ajudá-lo, com uma das mãos em um lado da balança e na outra mão a máquina fotográfica, e juntos fomos erguendo o peixe, vimos o digital da balança subindo....20....25.....28...32....38...e "Err", ou seja, o limite da balança que era de 40kg já estava no limite, por isso apareceu a mensagem de erro. Tentei fotografar com a outra mão, ficou ruim a foto, mas se prestarmos atenção conseguimos ver. O que mais nos indignou é que a balança travou nos 40kg e o peixe ainda tinha boa parte de seu corpo ainda no chão. Da nadadeira traseira para trás ainda estava no chão, ou seja, pesamos apenas 1/4 do peixe. Na foto abaixo você conseguirá ver a balança dando erro e o peixe com parte do rabo ainda no chão.

 


O proprietário da Fazenda Paraná  viu o peixe e nos disse que este é um dos exemplares que ele tem de 48 a 60kg. Ele nos disse que esse peixe tem 50kg.
 

Eu e o China nos olhamos com dúvidas, pois até hoje nunca tínhamos visto um Tambacu deste peso. Em São Paulo a média dos gigantes é de 35....39kg, mas são poucos. Em Goiás os maiores que vimos foi de até 42kg, mas um exemplar de 50kg é algo inacreditável. Imaginem só os de 60kg que o Klebinho nos garantiu que estão nesse lago.
 

Esse Tambacu tinha quase dois palmos de largura, de lombo, parecia um porco. Outro ponto que chamou a atenção foi a largura do rabo, não dava para fechar a mão para segurar. Isso sem falar no leque do rabo.
 

Eu e o China compartilhamos as fotos desse gigante. Não importa quem arremessou, quem iscou, quem fisgou ou quem brigou com o peixe mais tempo. Com o trabalho em equipe, em conjunto, o resultado é sempre positivo.


Segue a foto do gigante com o China e comigo.

 


Conforme eu disse acima, a largura do rabo desse peixe nos chamou muito a atenção. Reparem no tamanho da minha não perto do peixe e no tamanho do leque do rabo que é praticamente da largura do meu corpo.

 

 


 

Não temos como dar uma precisão do peso deste exemplar. Temos certeza absoluta que ele pesa muito mais de 40kg (devido ao travamento da balança nos 40kg). Estimamos algo acima dos 45kg. O dono do pesqueiro nos garantiu que este é um dos exemplares acima dos 50kg a 60kg.
 

Decidimos então citar este exemplar como: "Tambacu de 48 a 50kg"


Segue fotos do gigante de 48 a 50kg com o China.

 

 


 

E agora as únicas três fotos que eu tirei com o gigante de 48 a 50kg. Eu não consegui ficar com esse peixe abraçado. A minha mão que estava segurando o peso perto do rabo começou a formigar e eu fiquei com medo de derruba-lo, então o soltei.
 

Um Tamba de 30kg, eu abraço e tendo segurança, consigo ficar o tempo que for para tirar fotos, mas este peixe foi bem diferente, o peso era absurdamente maior.

 


Esse Tambacu de 48 a 50kg atacou o pão exatamente as 11:55h da manhã. Em um momento em que os peixes estavam manhosos e não estava subindo muito peixe por perto.
 

Soltamos o gigantes e paramos de pescar, nos lavamos e fomos almoçar, felizes da vida.
 

O primeiro peixe da pescaria e já com um exemplar de aproximadamente 50kg.
 

Depois do almoço, nos deslocamos para o outro lado do lago, a parte mais funda, onde começamos a cevar, logo vimos muitos tambacus comendo a ração, alguns bem devagar e outros com grandes explosões.
 

Tentamos com os eva's e chicotinhos mas sem resultados. Eu cortei meu chicote, coloquei apenas 60cm de linha mono 0,50mm com um anzol chinú n.9. Isquei uma ração P40 e arremessei, em instantes a bóia desceu e eu fisguei, o peixe começou a tomar linha e cortou. Monte novamente e arremessei. A bóia caiu na água e afundou, fisguei, o eixe brigou bem mas escapou.
 

Fiz mais dois arremessos e a bóia afundou mais duas vezes, mas em ambas o peixe escapou.
 

O China também mudou a configuração, montou do mesmo jeito e teve sorte, conseguiu tirar dois exemplares. O primeiro foi pesado, com 16,200kg. O segundo exemplar, com o rabo cortado não pesamos.
 

 

 


 

No final da tarde voltamos para o deck, vimos muitos exemplares passeando pela superfície. Como nosso pão tinha acabado, começamos a iscar o sebo flutuando. Fizemos alguns arremessos e tivemos três boas explosões, os quais brigamos com o peixe por alguns instantes. Um deles cortou a linha e os outros dois apenas escaparam.
 

Bem embaixo do deck vimo um gigante exemplar passando, muito grande mesmo. Arremessei somente o sebo bem a sua frente, ele passou, voltou chegou bem perto do sebo e vimos claramente quando ele abriu a boca e sugou o grande pedaço do sebo e no mesmo momento ele virou dando uma rabada (explosão) na superfície, não tive tempo nem de fisgar e ele já tinha tomado mais de 30metros de linha até que cortou a linha.
 

Claramente era um exemplar na casa dos 30kg. Assim que escureceu, consegui fisgar 3 pequenos exemplares na salsicha de fundo.

 

 


 

Na manhã seguinte, optamos em voltar para o outro lado do lago, onde pescamos somente com as bóias cevadeiras. A cada copada era absurda a quantidade de peixes que estavam subindo. Queríamos pegar os peixes apenas com os eva's, insistimos até que alguns exemplares foram fisgados, isso porque outros cinco peixes escaparam durante a briga.

 

 


 

Após o almoço, decidimos pegar o carro e ir até a cidade de Nova Serrana, cerca de 20km de distância. Nossa intenção era em comprar pão e voltamos com mais 30 pães.
 

Chegamos no deck e estava tudo muito calmo. Peguei a cevadeira e fiz 5 arremessos, mas o vento estava muito forte. a ração foi margeando o lago indo para o outro lado, onde vi alguns rebojos fortes.

Peguei a Vara do Leal Custom com a Carretilha Revo Toro, e fiz apenas um arremesso em cima da ração, arremesso com mais de 80 metros. É impressionante o que essa carretilha arremessa bem.
 

Enfim, a bóia caiu na água, a ração espalhou e vi minha bóinha beliscar, imaginando ser um curimba, mas sequencia ela sumiu com o eva e eu fisguei, mas na fisgada, a vara travou, recolhi e confirmei a fisgada, mantendo a vara envergada até que vi um grande leque negro para fora da água. O peixe ficou parado, apenas tentando se livrar do anzol, de repente ele começou a nadar em minha direção e eu tive que recolher muito rápido a linha. O peixe chegou a uns 5 metros de onde eu estava e aí sim começou a briga r e dar trabalho até se render no passaguá.
 

Esse exemplar também pesamos e marcou 21,840kg.

 


Depois desse peixe a paradeira foi geral. Decidimos dar a volta no lago e ir no mesmo local onde tinhamos fisgado o gigante no dia anterior. Cevamos bastante a nossa esquerda e esperamos o vento trazer a ração. Bem em nossa frente apareceram alguns tambacus grandes comendo a ração e a nossa direita outros grandes exemplares comendo uma a uma as rações que chegavam por ali.
 

Cortei a bóia e coloquei apenas um anzol de black e isquei um pão francês inteiro. Esperei eles aparecerem a arremessei. O peixe passou por baixo, virou, voltou, cutucou o pão, saiu, voltou, ameaçou morder, até que sugou o pão inteiro e eu fisguei. O peixe saiu em disparada para o meio do lago e cortou a linha.
 

O China na sequencia perdeu mais dois peixes, ambos com o sebo flutuando, mas estes apenas escaparam durante a briga. Como o sebo é mais duro que o pão, achamos que o peixe não estava sendo fisgado direito. Optamos em não usar mais o sebo e começar a usar somente o pão.
 

Cevamos mais um pouco e esperamos a ração descer e quando olhamos tinha no mínimo uns 10 Tambacus grandes comendo bem devagar, alguns com parte do focinho para fora da água. Isso a uns 10 metros da margem ou menos.
 

Esperei um pouco e arremesse bem no meio deles. Deu para ver perfeitamente quando um deles passou por baixo do pão, foi e voltou, chegou perto do pão e a impressão que tive é que ele estava cheirando" o pão, até que abriu a boca e o pão literalmente sumiu. Fisguei e o danado começou a correr feito louco de um lado para outro, não tomou quase nada de linha, mas ficou mais de 10 minutos indo prá lá e prá cá até encostar e se render. Só vimos o tamanho deste outro gigante depois que ele já estava no passaguá.
 

Mais um exemplar pesado e este com 31,820kg. Mais um super gigante da Fazenda Paraná.

 


Continuamos mais um pouco. o China fisgou mais dois exemplares, no pão, mas um escapou e o outro cortou a linha. Eu fisguei um bom exemplar na cevadeira com evas, mas acabou abrindo o anzol depois de mais de 10 minutos de briga.
 

Escureceu, já estávamos indo embora quando passamos pelo cantinho do lago e ouvimos muitas explosões. Paramos e como estávamos com as varas prontas, apenas iscamos o pão e arremessamos. Em menos de 2 minutos fisgamos mais dois exemplares e depois outro.

 


Na manhã de sábado, arrumamos nossa tralha e voltamos para São Paulo. Alguns dias antes o China e o Felipe estiveram na Fazenda Paraná e mesmo com dias de muito vento, conseguiram fazer uma boa pescaria.

O China insistiu muito nas bóias Cevadeira com eva's e fisgou um belo exemplar.

 


Logo depois outro belo e grande exemplar acabou atacando os eva's.

 


O dia realmente era das miçangas e dos eva's. Vários exemplares foram capturados. O Felipe perdeu mais de 5 peixes com o pão flutuando.

 

 


 

A Fazenda Paraná vem se destacando pela quantidade de peixes fisgados e pelos tamanhos de Tambacus existentes no lago, isso sem falar nas grandes Pincacharas e Cacharas.

 


O Klebinho, nos mostrou uma foto de um Tambacu que foi fisgado recentemente por um cliente, este acima dos 55kg. Tentamos tirar uma foto da foto...

 

 


 

Agradecemos ao Klebinho pela amizade e confiança em nossos trabalhos e agradecemos também a toda sua família e funcionários.


Abraços

Marcio David


 

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