Últimas Reportagens

Pesqueiro Córrego das Antas – Tambaquis e Pirararas acima dos 40kg

03/09/2018


Data da Pescaria: 27 e 28 de julho de 2008

 

Olá amigos

 

Atendendo a pedidos, nossa equipe passou um ótimo final de semana no Pesqueiro Córrego das Antas, na cidade de Glicério, interior de SP. Em pleno mês de Julho a quantidade de peixes foi absurda, inclusive peixes de águas quentes como a pirarara e o tambaqui.

 

O pesqueiro fica a 500km da capital paulista, seguindo pela Rod. Castelo Branco até o km 210 e depois pela Rod. Marechal Rondon. Siga pela Rondon até o Km 501 e entre a direita sentido a cidade de Glicério. Passe por dentro da cidade seguindo as placas para Brejo Alegre. Saindo da cidade siga pela estrada asfaltada sentido Brejo Alegre por 10km. No lado contrário da pista você vai ver uma placa do Pesqueiro – Pesque-Pague Córrego das Anta s–, entre a esquerda e siga a estrada de terra por mais 3km até a porta do pesqueiro.

 

 

 

O Pesqueiro tem uma boa estrutura com muitos quiosques e todos eles com iluminação elétrica. A pesca noturna é permitida somente para os hóspedes dos dois chalés. Logo cedo o café da manhã é servido e depois um belo almoço.

 

Bom, vamos falar de peixe rsrsrs.  Começamos a pescaria usando varas de fundo e eu montei um único equipamento com bóia de arremesso. Bóias Barão, gentilmente cedidas para nossa pescaria.

 

Fiz um chicote de 1,20 de linha mono 0,50mm com anzol chinú n.9 direto na linha. Como isca usei um pedaço pequeno de minhocoçu e arremessei a uns 25mts da margem. Não demorou muito e a bóia começou a afundar.

 

 

 

Para poder enxergar a bóia, coloquei um luminoso na linha bem encostado na bóia. Até mesmo as pequenas pirararas estavam com muita força, gerando boas brigas na beira do lago.

 

 

 

Pouco tempo depois a brincadeira ficou mais séria. Com Tuvira de fundo a uns 10mts da margem. A vara envergou e soltou e logo em seguida uma tremenda corrida fez a fricção do molinete gritar.


Agora com um equipamento mais pesado e linha 0,60mm. Como o lago é grande e a margem que estávamos era limpa, podíamos curtir e brigar tranquilamente com o peixe. Minutos depois um belo exemplar foi para a foto.

 

 

 

 

Durante a madrugada os peixes pararam de atacar a bóia e estavam somente no fundo.


A noite estava agradável e sem vento, mas de repente um vento muito forte e frio trouxe rastros de uma frente fria. Pensei que fosse o fim da pescaria mas os peixes ficaram mais ativos e a sequência de pirararas foi absurda.

 

As gigantes do lago começaram a atacar no fundo. Estava tudo quieto quando a vara do Sr. Adimir que estava bem ao lado começou a envergar lentamente, praticamente em câmera lenta. Foi o tempo dele levantar segurar a vara e nhackaaaa…. o bicho tava fisgado e começou a correr em direção ao meio do lago. Essa primeira corrida levou no mínimo uns 50 metros de linha. Infelizmente demorou para eu pegar a filmadora mas o restante da briga vocês podem acompanhar no vídeo no final dessa matéria.

 

A isca usada foi pintinho. Isso mesmo. Tem uma granja perto do pesqueiro o qual o proprietário retira toda semana  mais de 1 tonelada de pintinhos mortos. Esses pintinhos são a alimentação principal dos peixes do Córrego das Antas e sendo assim uma boa isca. Mas lembro que os pintinhos já chegam mortos ao pesqueiro. Eu acho uma crueldade quem usa esses animais vivos para pescar.

 

 

 

Uma ótima e emocionante briga. Um belo peixe com 29kg. Isso porque nós estamos no inverno. Imaginem só o próximo verão como vai ser….Olha só o tamanho da boca desse bicho.

 

 

 

Soltamos o peixe, arremessamos novamente os equipamentos e sentamos, mas não deu tempo nem de pensar,… A vara de nosso amigo Junior, que já tinha ido dormir envergou e a linha começou a correr muito rápido. Corri uns 20 mts até onde estavam suas varas mas o peixe já estava a uns 80mts dalí. Comecei uma briga fantástica. O peixe nadava margeando o lago, procurando algum enrosco.

 

Depois de vários e longos minutos, pensei que já estava controlada e próxima da margem, mas não. A danada correu beirando o barranco e foi parar debaixo de uma pauleira no cantinho do lago.

 

Fui até lá e dei o peixe como perdido. Quase estourei a linha mas a pedidos do Sr. Adimir passei por entre as árvores ficando na outra margem e do nada o peixe levou mais de 30 mts de linha pro meio do lago. A briga tinha começado outra vez. Mais de uma hora depois a danada foi pro colo.

 

Imaginem um passaguá grande, agora imaginem a dificuldade de tirar esse peixe da água.

 

 

 

Faz muito tempo que eu não brigava tanto com um peixe. E o lago do Córrego das Antas, apesar de alguns enroscos na margem, nos proporciona uma briga bem aberta. A única preocupação é um quiosque/ilha no meio do lago, mas de onde estávamos o perigo era baixo.

 

 

 

O Pesqueiro Córrego das Antas realmente está de parabéns. A quantidade de peixes é grande e o tamanho nem se fala. Segundo o proprietário os redondos chegam a 42kg, as pirararas a 60kg e estima-se um exemplar com 70kg. Pintados com 30kg e Dourados na faixa dos 8kg, além das espécies normais em pesqueiros.

 

 

 

Muitos pescadores que já pescaram no Córrego das Antas andaram falando que só se pegava peixes aqui até as 23h, mas pelo que ví e presenciei, o peixe ataca a noite toda.

 

Logo que amanheceu, depois de uma noite inteira acordado e depois que nosso amigo Junior acordou, começamos a pescar com as bóias cevadeiras e não demorou muito para a bóia afundar.

 

Usamos chicotes de linha mono 0,50mm com miçanga caramelo de 10 a 25cm de profundidade. O peixe estava manhoso e pegava a isca bem devagar. Tinha que ficar bem atento ao movimento da bóinha e fisgar na hora certa.

O Junior teve sorte, o primeiro peixe do dia foi um belo tambaqui com 25kg.

 

O pesqueiro está sendo reformado e a margem onde ficamos durante o dia foi feita um dia antes de nossa visita e a terra vermelha ainda estava fofa e com a euforia do peixe grande no passaguá, colocamos o peixe no chão para tirar o anzol e não atentamos que o mesmo iria ficar empanado. Depois conseguimos um saco de ração vazio para colocar os peixes e assim não ficarem sujos.

 

 

 

Em um de meus arremessos, não reparei que a linha tinha enroscado na ponta da vara e acabou estourando. A cevadeira bateu na água e o bicho atacou a miçanga. Depois de alguns minutos a bóia apareceu de novo e o Junior conseguiu recuperar a bóia e o peixe. Um belo exemplar de 17kg

 

 


Mesmo estando muito manhoso, o peixe atacou bem na superfície. Não podemos esquecer que estamos no inverno e o peixe essa época não tem a mesma voracidade do que no verão. Segue outro exemplar fisgado com a miçanga caramelo.

 


No decorrer do dia o Junior tentou achar o peixe com o chicotão de 2,5mts com beijinho de isca e não é que achou.

 

 


O sol estava rachando. O Junior reduziu o chicote para 50cm com o beijinho e arremessou bem próximo a ilha/quiosque no meio do lago. Não demorou muito e a bóia afundou rapidamente e em uma incrível briga, corre daqui, puxa de lá e o peixe não saía do meio do lago. Chegou a correr pra outra margem levando boa parte da linha de sua carretilha. Pensávamos em ser um dos Tambas gigantes, mas reparei que a corrida era diferente. O tamba não puxava a linha daquele jeito. Uma puxada contínua e sem cabeçadas. Corridas grandes. Uma briga desleal. Foi uma surpresa ao ver depois de mais de 50 minutos um enorme rabo vermelho dando um tapa na flor d’água. Opaaaaaaa, era uma gigantesca pirarara.

 

 


Infelizmente a filmadora estava no chalé carregando a bateria, mas as fotos estão aqui. Um ótimo e bonito exemplar.

 

Esse foi o primeiro grande exemplar de pirarara de nosso amigo Junior em pesqueiros. Quando o peixe encostou no barranco eu segurei-o pelas nadadeiras mas não consegui levantar sozinho O bicho tava muito pesado.

 

 


Olha só o tamanho da boca desse animal. E quem diria que uma pirarara desse tamanho fosse comer na superfície e que é mais interessante: Um peixe carnívoro atacando uma massa doce. Uma bolinha do tamanho de uma bolinha de gude. Realmente difícil de acreditar.

 

 


No final da tarde um amigo que estava pescando no outro canto do lago veio tirar esse belo Tambaqui do nosso lado. Ele atravessou o lago brigando com o peixe.

 


Outro belo exemplar foi de outro pescador ao nosso lado. Esse foi fisgado com massa de fundo. massa com essência de queijo.

 

 


E pra fechar a pescaria com chicotão e beijinho o Junior fisgou esse redondo, o qual o Nathio preparou no almoço. Ele fez o peixe assado e sem espinhas. Muito saboroso.

 

 


Reparem na foto abaixo o tamanho da boca de um Tambaqui de 16kg. Imaginem só como deve ser a boca dos Tambas de 40kg.

 

 

 

Gostaria de agradecer ao Nathio e a toda rapaziada do pesqueiro pela recepção e atenção com nossa equipe. Aguardem a próxima matéria de turismo sobre o Córrego das Antas, mostrado o lago, restaurante e chalés.

 

Abraços e boa pescaria

 

Marcio David

 

Fotos por Daniela Martins, Marcio David, Adimir e Gilberto Chudi
Vídeos por Adimir David e Marcio David
Edição por Marcio David

 

AGRADECIMENTOS

 

PESQUEIRO CÓRREGO DAS ANTAS
Glicério – SP

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Busca...

Please reload

boias de pesca, boia cevadira, boia torpedo
Carretilhas de Pesca Penn
Contato Fishingtur

Parceiros

Varas Ultralight Luck Lure

O maior portal de Pesca e Turismo do Brasil

Fishingtur Pesca e Turismo 2019