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Pesqueiro Paraíso Verde - Campo Limpo de Goiás - Goiás

06/03/2019

Data: 05 de novembro de 2011


    Olá Amigos

 

    Em viagem a Goiânia, nossa equipe foi convidada pelo Carlos, responsável pelo pesqueiro a fazer uma ótima reportagem para nosso site. Chegamos a Goiânia por volta das 22h e fomos muito bem recebidos pelo Carlos e sua esposa. Seguimos viagem até a cidade de Campo Limpo, onde no acomodamos e as 7h da manhã seguinte já estávamos na beira do lago montando nossos equipamentos. Apesar de ter várias reportagens deste ótimo pesqueiro no site, eu não o conhecia pessoalmente e fiquei encantado com o lugar.

     Montamos apenas dois equipamentos cada um. Eu pesquei a maior parte do tempo com uma vara de 25 libras com carretilha e linha mono 0,37mm, Boiá cevadeira Barão com chicote de 2 mts de linha o,45mm, boinha e como isca os tradicionais eva's com miçanga no anzol de robalo 3/0. Em outro equipamento, este com uma vara de 30 libras, carretilha com linha 0,37mm, Bóia Torpedo Barão com poita, chicote de 1,5mts de linha mono 0,40mm e um anzol 4/0. Este conjunto seria para pescar com o pão flutuando. O lago estava calmo e na primeira copada, por incrível que pareça, bastou um arremesso para ver muitos redondos saltando e pulando em cima da ração. Neste momento o sorriso já tomava conta de nossos rostos. Fizemos mais três arremessos e parecia que tínhamos jogado um saco de ração no meio do lago de tanto peixe que estava subindo. Brincando e logo no começo da pescaria já tínhamos fisgado três peixes com os eva's.

     Entre um arremesso e outro, vimos dezenas de peixes de couro comendo as rações que iam caindo pelo caminho. Era comum ver cachapiras e pincacharas bem ali em nossa frente comendo ração por ração, mas continuamos atrás dos tambas. A cor das miçangas e eva's não influenciou muito, pegamos em diversas cores, do marrom ao caramelo, do vermelho ao branco entre outras cores. O Júnior fisgou um grande verdão, este deu para ver atacando a isca com o dorso todo fora da água.

     Era impressionante, mas a quantidade de pincacharas era cada vez maior em nossa frente. Não aguentei, peguei outra varinha, esta de 20 libras, coloquei apenas um anzol de black bass direto na linha 0,37mm da carretilha, isquei 1/3 de salsicha e comecei os arremessos. Os grandes bigodes chegavam bem perto da salsicha, mas desviavam o caminho em busca das rações.  Depois de alguns bons arremessos, deixei a salsicha um pouco longe de onde estava a ração e foi fatal, uma grande mancha na água e quando percebi a varinha já estava envergada. Uma briga com grandes corridas e tomadas de linhas fantásticas. Até que a grande Pincachara encostou no barranco.

     Uma coisa que chamou e muito nossa atenção foi a força e a resistência destes peixes aqui do Paraíso Verde. Quando você pensa que o peixe cansou, ele começa a briga tudo de novo. Senti bem isso brigando com um bonito tambaqui fisgado na miçanga caramelo com eva's café com leite. Uma briga de mais de 15 minutos. Apenas vendo o peixe ir de um lado para outro, chegar na margem e ir para o meio. É muita força.

     O interessante dos pesqueiros de Goiás é que nos finais de semana sempre fazem torneios no decorrer do dia, dando prêmios ao peixe mais pesado, ou para quem pegasse a primeira pirarara, o primeiro pirarucu, entre outros. Isso deixa a pescaria muito mais animada durante todo o dia.

     O André, hoje proprietário também do Eco Pesca, transferiu muitos peixes de seu lago de engorda que fica aqui no Paraíso Verde para o Eco Pesca, e logo vieram as críticas falando que eles tinham vendido os peixes do Paraíso verde, mas esta matéria é para provar que o Paraíso tem muito peixe e que os peixes que foram embora eram apenas na engorda e não do lago de pesca.

     A pescaria de cevadeira é uma das mais produtivas por aqui, o peixe aceita muito bem a ração, comendo durante todo o dia, não tivemos tempo nem de comer uma porção no almoço, pois bastava arremessar e ver a linha esticar.

    E não eram só os tambacus que estavam comendo, fisgamos as tambatingas e muitos tambaquis, todos nos eva's. Vale e muito a pena fazer este tipo de pescaria aqui em Goiás.

         Voltei a deixar um pedaço de pão francês apoitado e depois de 3 ataques sem sucesso, minha vara envergou, mas como eu estava com outro peixe, o Júnior fisgou e começou a briga, a qual terminei depois. Era uma bonita Tambatinga que rendeu uma super briga tanto para mim como para o Júnior. Foram mais de 20 minutos de um verdadeiro cabo de guerra até que o gigante se rendeu.

     A nossa pescaria foi ativa em 100% do dia, se quisesse descansar era preciso deixar as varas fora da água.

      Nosso amigo e que encontramos por acaso, conhecido como "Paulista" também fisgou belos exemplares usando apenas uma miçanga a 30cm de profundidade.

     E os gigantes não paravam de atacar nossas iscas.  estava difícil até de beber uma água. Nunca vi tanta ação de peixes bons em um único dia.

 Até um pequeno Pirarucu foi fisgado ao nosso lado, lembrando que neste lago tem Pirarucus de até 100 quilos.

    Além deste piscoso lago esportivo, o Paraíso Verde tem outros lagos para a pesca por kilo, piscina e um ótimo restaurante. Isso sem falar em toda a área com grandes árvores e muita sombra. Um local perfeito para um passeio com a família.

    Os peixes estavam muito ativos, isso porque o pessoal que frequenta normalmente o pesqueiro nos disse que estava devagar de peixe, que normalmente pega-se bem mais.

    Até o Carlos, responsável pelo pesqueiro veio nos prestigiar bem na hora que o Júnior estava com um belo tamba.

       O final da tarde estava chegando e nós estávamos quase sem os braços de tanto peixe que já tínhamos fisgado, mas não adiantava, bastava arremessar e fisgar.

      Eu ainda fechei o dia com mais um briguento tambaqui, mais um fisgado nos eva's.

     As 20h paramos com a pescaria apenas para mudar de lado, seguimos para a outra margem, bem próximo ao restaurante e ali faríamos nossa pescaria noturna. Trocamos os equipamentos, agora com varas de 40 a 80 libras, com carretilhas pesadas com linhas 0,50 a 0,80mm, equipamentos equilibrados para a pescaria de pirararas. As iscas eram as cabeças de tilápias, guelras e salsichas. Em menos de 10 minutos já tínhamos 3 linhas estouradas até que o Júnior engatou a primeira Pirarara da noite.

     As iscas estavam na margem ou a 2 metros de distância e em menos de 5 minutos depois, outra carretilha disparando o alarme e outra pirarara na linha.

      Eu estava soltando este peixe e o Júnior estava fisgando outro exemplar, este de grande porte.

     Até que duas carretilhas cantaram a fricção ao mesmo tempo, fizemos um bonito dublê de Pirararas.

      Apenas 20 minutos depois e outra vara envergada......

     O Carlos tinha separado o nosso jantar na cozinha do pesqueiro. pensamos em aproveitar o começo da noite para saborear o jantar, mas não foi bem assim.  As Pirararas não deram trégua e o nosso jantar ficou pra depois. Nosso amigo Iago, que trabalha no pesqueiro também fisgou a sua.

 Até que minha vara de 60 libras envergou e o peixe começou a puxar muita linha da carretilha Penn com linha 0,80mm. Fui fechando a fricção para segurar um pouco o peixe, fizemos um verdadeiro cabo de guerra.  Eu abaixei e segurei ao máximo até que o anzol escapou e eu literalmente voei para trás.

   De repente uma das varas que estava com uma salsicha fisgada bem na margem começa a tomar muita linha, em uma velocidade absurda. O Júnior fisgou ma só peixe não se deu conta e continuou tomando linha. Uma briga diferente das outras, desta vez o peixe subia várias vezes até a superfície, e como estava escuro, notamos ser uma grande cachapira somente quando ela se rendeu e encostou no barranco.  Como estávamos ao lado da balança do pesqueiro decidimos pesar e o peixe pesou nada mais, nada menos que 20 quilos e uns quebrados. Uma gigantesca cachapira.

     O júnior ainda estava lavando suas mãos quando o alarme de outra vara começou a disparar. Quando ele chegou o peixe já estava na outra margem, tanto é que ele teve que dar a volta pela lateral para não ficar sem linha e acabamos tirando o peixe bem longe de onde estávamos. Outra bela Pirarara.

    O espaço entre um peixe e outro era muito curto, tanto é que já eram mais de 23h e ainda não tínhamos jantado. e novamente o amigo Iago nos deu uma força.

    E na sequencia, eu fechei a noite com mais duas Pirararas. 

 O que temos a dizer sobre o Pesqueiro Paraíso Verde:  Perfeito !!!


Agradecemos ao André pelo convite e ao Carlos por toda a recepção e apoio durante a nossa pescaria.

 

Lembramos que o Pesqueiro Paraíso Verde fica a menos de 5km da cidade de Campo Limpo de Goiás ou a poucos km de Anápolis. Podendo assim se hospedar nestas cidades e curtir a pescaria normalmente no pesqueiro, ou agendar uma pescaria noturna e passar a noite pescando. O pesqueiro faz pescarias noturnas regularmente.

 

Abraços e boas pescarias,


Marcio David


AGRADECIMENTOS


Clube de Pesca Paraíso Verde
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